Notebooks e Hardware Notebooks com 4 GB de RAM podem voltar em 2026 e mercado preocupa usuários

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Alta no preço da memória RAM e novos chips básicos da Qualcomm podem trazer de volta notebooks com apenas 4 GB em 2026.

A crise no mercado de memória RAM começa a gerar mudanças no segmento de notebooks de entrada. O novo Snapdragon C, anunciado pela Qualcomm, indica que fabricantes podem voltar a lançar modelos com apenas 4 GB de RAM em 2026.

A Acer já apresentou um Aspire Go 15 equipado com o novo chip e suporte para “até 8 GB” de memória. Embora a fabricante não confirme oficialmente uma versão de 4 GB, a descrição sugere que essa configuração existe.

O movimento chama atenção porque o mercado vinha abandonando notebooks com pouca RAM nos últimos anos, principalmente após o crescimento das exigências do Windows 11 e dos aplicativos modernos.

Snapdragon C mira notebooks baratos

O Snapdragon C foi apresentado pela Qualcomm como um processador voltado para notebooks básicos de baixo consumo energético.

Segundo a empresa, o foco da plataforma está em tarefas leves como:

  • Navegação na internet
  • Streaming de vídeo
  • Aplicativos de produtividade
  • Recursos simples de inteligência artificial

A Qualcomm também promete notebooks silenciosos, frios e com preços a partir de US$ 300.

O chip inclui uma NPU dedicada para funções básicas de IA, algo que começa a aparecer até em modelos de entrada.

8 GB já começa a ficar limitado no Windows

Embora a Apple ainda utilize 8 GB em alguns modelos básicos de MacBook, o cenário no Windows é diferente.

O macOS consegue lidar melhor com quantidades menores de memória graças à integração entre hardware e software da Apple. Já no Windows, 8 GB frequentemente se tornam insuficientes para multitarefa mais pesada.

Hoje, navegadores modernos podem consumir vários gigabytes de RAM com poucas abas abertas. Aplicativos em segundo plano, antivírus, atualizações e recursos do próprio sistema também aumentam o consumo.

Jogos atuais então nem entram nessa discussão. Em 2026, boa parte dos títulos modernos já considera 16 GB como requisito básico para uma experiência confortável.

Alta no preço da RAM pressiona fabricantes

A possível volta dos notebooks de 4 GB também acontece em um momento complicado para a indústria de memória.

O preço dos chips DRAM aumentou fortemente em 2026 por causa da demanda de servidores de inteligência artificial e data centers. Isso acabou pressionando o custo de notebooks, celulares e PCs.

Fabricantes passaram a buscar formas de reduzir custos em modelos básicos, principalmente no segmento educacional e corporativo de entrada.

Nesse cenário, reduzir memória RAM acaba sendo uma das maneiras mais rápidas de baratear um notebook.

Vale a pena comprar notebook com 4 GB em 2026?

Para tarefas muito simples, como navegação leve, vídeos e documentos, ainda é possível utilizar um notebook com 4 GB.

O problema aparece na longevidade. Windows, navegadores e aplicativos continuam aumentando o consumo de memória a cada ano.

Na prática, 8 GB já começam a mostrar limitações em vários cenários. Por isso, notebooks com apenas 4 GB podem envelhecer rapidamente mesmo em uso básico.

Para quem pretende manter o computador por vários anos, modelos com 16 GB acabam sendo opções mais seguras atualmente.

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